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nada será como antes

A pandemia do Coronavírus obriga os comerciantes a correr atrás dos recursos digitais para manter seus negócios e continuar existindo nos seus respectivos mercados, que passam por mudanças revolucionárias

Por Rildo Barros* rildo.barros@uol.com.br

O ano de 2020 nem bem tinha começado e de repente o mundo foi varrido por um vírus que obrigou as pessoas a ficarem presas em casa, o comércio a fechar as portas, os governos a tomarem medidas drásticas para evitar um nocaute no sistema de saúde, além de uma quebradeira generalizada na indústria e no comércio. Se pouco tempo atrás alguém previsse este acontecimento, seria taxado de maluco, por imaginar que um roteiro de filme de Hollywood pudesse ser real. Mas não! É realidade! Uma dura realidade que nos impõe a adoção de novas estratégias pra divulgar produtos e serviços ao consumidor final.
 No início dos anos 2000, quando as Redes Sociais começaram a aparecer, muitos empresários desdenharam desse novo tipo de forma de comunicação, mais rápida, colorida, com pouco texto, muita imagem e algum som. Aquela função era tida como coisa de desocupado, que nunca iria fazer parte da estratégia de divulgação de empresas tradicionais e sérias. Desde então, já vimos passar por nossas vidas redes como Orkut, Fotolog, Myspace, Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin, Pinterest e por aí vai. Junto com essas redes, passamos a utilizar termos novos como online, off-line, likes, follow, chat, post, network, e-commerce, dentre outros.
 Algumas empresas visionárias contrataram, como diziam na época, “uns moleques” para ensinar aos mais velhos e a desenvolver as novas ferramentas para suas marcas. Tudo não sendo visto como bons olhos e com a certeza que não daria em nada, porque as pessoas gostam de presença nos atendimentos e não aceitaria o virtual por ser muito frio, muito mecânico. Pois bem, as Redes Sociais se alastraram rápido, como esse novo vírus, e começaram a mudar o comportamento na exposição e venda de produtos e serviços em todos os setores.
 Pois bem, todo esse papo inicial foi só pra dizer que aqueles que acreditaram antes em todas essas novas formas de comunicação online e estavam plenamente inseridos no contexto das Redes Sociais estão sofrendo menos com a evasão dos clientes dos pontos fixos de venda. Aqueles que ainda não usufruíam desse mundo novo estão amargando uma queda vertiginosa no faturamento e correndo contra o tempo para implantar, e disponibilizar, canais em redes como Facebook, Instagram, WhatsApp Business e até desenvolvimento de Apps próprios, que funcionam como plataforma completa de negócios para compras, vendas, pagamentos, recebimento, exposição de produtos e por aí vai.
 Podem acreditar: mesmo depois que passar a pandemia do Coronavírus, as formas de compra e venda nunca mais serão como antes. As pessoas vão se acostumar a ver os produtos na vitrine das Redes Sociais e a fazer pedidos online. Porque Instagram e Facebook, por exemplo, são as vitrines onde a partir de agora todos serão obrigados a expor suas mercadorias. Sendo assim, empreendedores terão que postar seus produtos e serviços, de forma atrativa, algumas vezes ao dia. Ter alguém monitorando pedidos de informação, criticas, sugestões… Porque o item que o cliente vai pedir no seu delivery ele viu na sua Rede Social.
 Então, meu caro empresário, você não tem mais como fugir desse tipo de divulgação e canal de venda. Vai ter que investir em informação séria, fotos bonitas e sedutoras dos produtos, fazer uma descrição atraente, usar as famosas hashtags pra ampliar domínio, marcar a localização e conquistar mais e mais seguidores para suas redes, porque eles serão os clientes potenciais. Hoje em dia, as pessoas dormem e acordam com o celular nas mãos, deslizando o feed das Redes Sociais e selecionando aquilo que interessa. E você precisa estar lá, na página dos seus clientes em potencial.
 Após o final da pandemia da Covid 19, o fluxo de pessoas nas lojas vai ser cada vez menor. Elas vão buscar seus produtos e serviços nas Redes Sociais, fazer o pedido e receber em casa, com comodidade. E você, empresário, comerciante, vai ter que saber usar esses canais pra enfrentar o concorrente que já utiliza dessa estratégia há mais tempo. Porque os recursos são inúmeros e numa segunda fase vem impulsionar, fazer publipost, utilizar influencers na divulgação, porque cada vez mais o ato de compra e venda passa na tela do celular e não na porta da loja. Com o Coronavírus o futuro chegou e quem não se reinventar vai ficar pra trás e ver o negócio definhar economicamente.
 Os canais de Redes Sociais são o novo boca-a-boca de antigamente. No passado, uma vizinha recomendava para outra um produto naquela conversinha no portão. Hoje, quem recomenda seu produto é a forma que ele aparece no feed de milhares de pessoas ao mesmo tempo na rede. São as pessoas repostando seu produto, dando likes, enviando inbox para outras pessoas, fazendo fotos quando recebe em casa… São essas ações virtuais que vão impulsionar suas vendas. Hoje, um clique na tela fecha uma venda e, daqui pra frente, cada vez mais será assim.
 Enfim, temos muitos assuntos que podemos conversar sobre essa nova fase de divulgação e venda no comércio. Acredite: não é à toa que cada vez mais as pessoas querem ter seguidores, likes e visibilidade. A vitrine para exposição de produtos que um dia foi do rádio e da televisão, hoje é da Redes Sociais. O sistema de vendas que antes era o balcão da padaria hoje está no celular, no Instagram, no Facebook, no Twitter, no IFood, no Rappi, no Uber Eats e numa série de outros aplicativos menores, que levam o produto da sua loja para a mesa do consumidor.
*Rildo Barros
Jornalista especializado em mídia/marketing, gastronomia, panificação e confeitaria. Ex-editor da Revista PADARIA 2000. Consultor e administrador de Redes Sociais, com formação na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing. Entre os clientes atendidos estão Villa Grano Pães, Restaurante Consulado Mineiro, Restaurante Rota do Acarajé, Trino Pão de Queijo, entre outros.

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