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o futuro é agora!

Serviços e sistemas de venda e divulgação que demorariam até cinco anos para entrar em prática foram adiantados em tempo recorde devido À pandemia da Covid-19

Por Rildo Barros* rildo.barros@uol.com.br

Deu no jornal O Estado de S. Paulo: “Comércio eletrônico ganha uma loja virtual por minuto no Brasil”; Saiu na revista Época Negócios: “Comércio eletrônico ganha quatro milhões de novos clientes na pandemia e acentua crise do varejo físico”; O Globo: “Com portas fechadas, lojistas ampliam presença online e consumidores compram 30% mais na Internet”; Publicado na Folha de S. Paulo: “Vendas pela Internet crescem mais de 100% no Brasil com o Coronavírus”. Pois bem: diante destas manchetes, o que você está esperando para modernizar seu negócio? Todos os consultores econômicos são unânimes em afirmar: o futuro nas vendas chegou!
No novo normal, em tempos de pandemia da Covid-19, o comércio eletrônico e o delivery são uma realidade. Daqui pra frente muita gente aprendeu e vai se acostumar a comprar pela Internet, pelo telefone, whatsApp, lojinha do Instagram, entre outros meios. As pessoas descobriram que ganham tempo comprando por um clique e recebendo em casa ou retirando no sistema drive thru. Com isso ficam mais seguras em suas residências, como requer o período atual e por muito tempo daqui pra frente. Estejam certos: o modelo de vendas não voltará a ser como era antes e o pequeno e médio empresário vai ter que aprender isso ou não sobreviverá à concorrência.
Esqueça o passado e não resista às mudanças! Leia, se informe e cerque-se de quem entende do novo normal das vendas, exposição e comercialização de produtos. Veja o que o seu concorrente está fazendo e o supere. Vá além! Pense adiante, porque quem não estava acomodado e já havia implantado os novos sistemas de vendas online, sentiu menos o esvaziamento do caixa quando foi pego de surpresa com o Coronavírus que causou total retração no varejo presencial. Mais que nunca tem melhor resultado quem sabe dialogar com o cliente à distância pela tela do celular ou do computador e usa as Redes Sociais como vitrine, sabendo tirar o melhor proveito delas.
Regrinhas básicas para aparecer bem nas Redes Sociais: Não queira empurrar seu produto a todo custo ao cliente. Você precisa vender e o consumidor precisa e quer comprar. Mas ele não vai adquirir nada que pareça ser imposto. Que pareça ser empurrado a todo custo. Que foi jogado numa tela sem sutileza e informação. Não basta jogar a foto de um produto e o preço no Instagram ou Facebook e falar compre! Mesmo à distância, o cliente quer ser seduzido, bem tratado e para isso ele precisa se deparar com um conteúdo interessante que reúna foto atraente, texto informativo e sedutor, pré e pós venda satisfatórios.
Lembre-se: você não tem que vender um produto. Um único produto! Nas Redes Sociais, primeiro tem que vender um nome, um conceito e todos os pontos positivos da empresa. O empresário que aprender a fazer isso vai vender muitos produtos. O consumidor precisa comprar a ideia de como é o seu negócio, como você o expõe e atende. Assim ele não vai se tornar um cliente eventual, apenas quando precisar comprar algo, e sim virar um seguidor de tudo que é mostrado todos os dias na página daquela empresa e criar suas necessidades de compra mesmo de não sendo o desejo do momento. Por exemplo: visitou a página para comprar um pão, mas acabou sendo seduzido por bolo e também levou.
As principais Redes Sociais são segmentadas e têm públicos de perfis diferentes. Exemplo: no Facebook, Instagram e Twitter existem jeitos diferentes de se dirigir ao seguidor-cliente. Na primeira você fala para um público mais generalizado, com mais idade e que precisa da descrição detalhada para venda do produto. Na segunda o trabalho é com imagens convidativas, saborosas para despertar a vontade de comer e assim vender. A terceira rede é mais cerebral, destacando as vantagens do produto e falando para pessoas de um perfil mais exigente e informada. Nesse futuro que chegou a galope e pegou muita gente despreparada, as pessoas vão valorizar mais o poder de compra, porque o dinheiro estará mais difícil. Depois do isolamento social virá a recessão e o gatilho para vender mais será a criatividade. Simpatia e empatia são duas atitudes que os consumidores vão levar em conta na hora de optar de quem comprar. Na concorrência o cliente valerá ouro e você terá que implementar ações melhores e mais eficientes que dos concorrentes nas Redes Sociais. Não vai poder menosprezar mais esses canais. Muito pelo contrário, vai ter que investir neles junto com o delivery.
Nessa fase difícil que muitos comerciantes já tiverem que se reinventar para continuar no mercado, acompanhei cases, que sem inventar quase nada, donos de restaurante e padarias conseguiram manter as vendas na política da simpatia e empatia. O antigo e sempre eficiente marketing de relacionamento, que andava esquecido. Uma grande padaria de São Paulo, de uma hora para outra viu o faturamento despencar em mais de 70% quando foi decretado o fechamento do comércio e o isolamento social. O dono mais que depressa pensou rápido e colocou em prática o delivery que sempre era adiado por medo da qualidade dos produtos ao chegar na casa do consumidor e por ser uma logística complexa.
O empresário rapidamente perdeu o medo e aderiu aos aplicativos de entrega como ifood, instalou um whatsApp e passou a cobrar mais dos gerenciadores das suas redes sociais, que até então navegava em ondas mansas. Ofereceu entregas gratuitas até 3km do estabelecimento e em todas as encomendas mandava um mimo para o cliente, como um docinho de cortesia. Essa atitude gerou uma empatia tão grande e os clientes ficaram tão satisfeitos sentindo-se prestigiados que passaram a repostar os brindes em suas Redes Sociais e a ação vista por mais e mais pessoas, que passaram a fazer pedidos naquela panificadora porque nutriram uma empatia por ela pela atitude simpática que teve com os clientes. Atitude que refletiu diretamente no aumento das vendas, mesmo na crise com a pandemia.

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