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TREINAMENTO DE BOAS PRÁTICAS PARA OS ENTREGADORES

Por Tatiana de Queiroz Campos

O delivery de alimentação do Brasil vem crescendo nos últimos anos, estudos realizados em 2019 constatam um crescimento significativo para o setor de alimentação. Segundo o Instituto de Food Service do Brasil (IFB), o setor de alimentação fora do lar é o que mais cresce, cerca de 9.600 mil estabelecimentos atendem 160 milhões de consumidores por mês.
O setor de Food Service ou alimentação fora do lar engloba as panificadoras, confeitarias, cafeterias e similares, que também adotaram o serviço de delivery como uma opção para comercialização dos alimentos. O consumidor por sua vez, buscando comodidade, praticidade e acesso a uma comida de qualidade adotou os aplicativos de pedido de alimentos como algo rotineiro, antes o delivery que era muito mais utilizado pelas pizzarias, popularizou, e hoje é possível pedir desde um café da manhã de padaria até um jantar sofisticado, tudo pelo celular.
Quando trazemos o delivery como um novo canal de venda e de comunicação com o consumidor, não podemos deixar de destacar a presença e atuação dos entregadores. Seja de carro, motocicleta ou bicicleta, esses profissionais se tornaram também parte integrante da equipe de colaboradores.
Os entregadores, que até março deste ano não se destacavam dentro de um processo de venda dos estabelecimentos de alimentos no Brasil, se tornaram protagonistas em meio a pandemia da Covid-19, com o fechamento dos estabelecimentos e a definição do delivery como serviço essencial, os entregadores ganham espaço no nosso segmento e também precisam de orientações e treinamentos para atuar com alimentação.
A forma de contratação dos entregadores é sempre um grande desafio para o empresário do setor de alimentos e definir se o colaborador será próprio ou terceirizado é algo importante neste processo, não só nos aspectos financeiros, mas principalmente porque esse profissional vai representar a sua empresa no momento da entrega dos pedidos.
“Os entregadores sempre exerceram uma atividade fundamental para os estabelecimentos de alimentação, no entanto, o coronavírus proporcionou esse destaque, e neste momento o consumidor está mais exigente e ciente das práticas necessárias de higiene e acredito que isso seja algo contínuo de agora em diante”, salienta a nutricionista Tatiana Campos.
• Higiene Pessoal
Todo entregador deve ser orientado sobre as boas práticas no trabalho, conhecer os padrões de higiene adotados pelo estabelecimento.
Uniformes limpos (definidos e entregues pela empresa), mãos higienizadas e hábito de higiene corretos são pontos básicos.
O entregador deve participar dos treinamentos desenvolvidos pela equipe de nutrição e controle de qualidade do seu estabelecimento, conhecendo os procedimentos adequados de higiene e manipulação de alimentos em todas as etapas e de cada setor, esse profissional consegue entender a necessidade dos cuidados para os alimentos, especialmente os perecíveis e o quanto esse transporte adequado é fundamental para a garantia da qualidade dos produtos comercializados.
• Higiene das bags
Ao pesquisar uma caixa box para entrega, dê preferência às opções com revestimento interno que facilitam a limpeza.
As bags podem ser higienizadas com álcool líquido 70% ou solução clorada, evitando a proliferação de vírus e bactérias.
Realizar a limpeza das bags com frequência, retirando os resíduos e sujidades de alimentos.
Oriente o entregador a higienizar as mãos e a bag a cada retorno ao estabelecimento, antes de realizar uma nova entrega.
Fique atento ao momento da entrega! Oriente o entregador a evitar apoiar a bag no chão durante a entrega. Caso seja necessário apoio, a bag pode ser colocada em cima da moto para retirar o pedido, minimizando o risco de contaminação.

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