> Arte com Chocolate

o novo normal

Estamos vivendo um novo normal, mas seus clientes continuam por aÍ, consumindo e precisando dos seus serviços!

Por Priscila França • chefpriscilafranca@gmail.com

Para falarmos sobre este momento de superação e as perspectivas para o final do ano, conversei com 3 mulheres fortes, empreendedoras, que admiro muito e que encontraram uma forma de driblar as dificuldades nesta pandemia.
Elas possuem lojas abertas e produzem chocolate bean to bar de altíssima qualidade.
Assim, teremos 3 visões diferentes para vocês se inspirarem.
A Adriana (foto acima) é fundadora da La Bar Chocolates de Origem, em Brasília.

1) Qual o nome e história do seu negócio?
Depois de uma viagem de férias à Bahia, em janeiro, a Adriana e o Leandro (seu marido) acabaram entrando em contato com muitos doces feitos de cacau e o próprio fruto. Acabaram muito curiosos sobre o processo do chocolate artesanal. E fizeram um curso, aprenderam mais sobre todo o processo de produção do chocolate e então fundaram a La Bar Chocolates de Origem em 2016, na cidade de Brasília.
2) Quais são os Produtos fabricados e como esta pandemia afetou o seu negócio?
Produzem barras de chocolate, bombons e drageados. Assim que a pandemia começou, sofreram bastante com alguns cancelamentos de clientes revendedores. E começaram a focar em divulgação e delivery. No início fizeram frete grátis no centro de Brasília, isso deu muito certo, com as vendas para o cliente final superando os pedidos dos clientes que revendem o chocolate. Consequentemente as vendas começaram a aumentar. Fizeram kits para o dia das mães, dos namorados, dia dos pais, enfim, o foco nos kits e no cliente final nos ajudaram a passar por esta crise.
3) Quais as perspectivas para o final de ano?
A meta é dobrar o faturamento este ano. E mesmo com a pandemia o faturamento este ano já superou o do ano passado. E estamos investindo no lançamento de novos produtos, principalmente para o Natal
4) Qual conselho você daria para os leitores da revista que estão buscando uma ideia para inovar neste final de ano?
Meu conselho é seguir a sua intuição, porque você sabe o que seu cliente gosta e as pessoas continuam consumindo, é importante encontrar esta nova forma de consumir do seu cliente.
A Leilane (foto acima) é a proprietária da Benevides, que fica em Itabuna, na Bahia.

1) Qual o nome e história do seu negócio?
A fábrica da Benevides Chocolates está localizada em Itabuna/BA, e utilizamos exclusivamente cacau do Sul da Bahia. A história da Benevides se confunde com a história de Leilane Benevides, chocolate maker da marca, pois como bancária já convivia há 14 anos com produtores de cacau da região, e desde 2015 vinha incentivando os clientes a produzirem cacau fino, e como naquele momento ainda não existiam muitos produtores de chocolate na região e no Brasil. Então, começou a estudar sobre a cadeia de cacau e chocolate visando prestar orientações aos clientes, e por isso a Leilane fez uma pós-graduação em Gestão em Negócios de Cacau e Chocolate. Daí a pessoa que entrou no curso sem nenhuma pretensão de explorar comercialmente a produção de chocolates, resolveu se presentear com uma melanger de 4,5kg (moinho de pedra usado para fazer chocolate). Começou a produzir chocolate no apartamento para consumo e em menos de 8 meses já estava com CNPJ constituído, logomarca, embalagem e espaço alugado para montar um pequeno espaço para produção dos chocolates, a marca foi lançada em 18/07/2018 durante o X Festival Internacional de Chocolate de Ilhéus.

2) Quais os Produtos fabricados e como esta pandemia afetou o seu negócio?
Produzimos chocolate fino artesanal, e apesar de nossa fábrica estar localizada em Itabuna, temos uma loja em Porto Seguro/BA (distante 275km de Itabuna), a loja fica localizada dentro de um resort, e por isso logo no comecinho da pandemia tivemos que paralisar as atividades, pois o resort fechou sem previsão de retorno, e assim como ele, vários outros hotéis e resorts que fornecemos chocolates para o serviço de abertura de check-in e/ou abertura de cama também fecharam, o resultado disso foi que nossas vendas reduziram em 90% e achamos por bem paralisar nossa fábrica, na expectativa de retomarmos as atividades assim que houvesse notícias do reinício das atividades dos empreendimentos para os turistas, assim, logo após a Páscoa paralisamos e só retomamos a produção em agosto.

3) Quais as medidas que estão tomando para atravessar esta crise atual?
Com a fábrica parada, aproveitamos o momento para refletir o negócio, onde erramos e onde acertamos até aqui; pensamos maneiras de otimizar a produção com o que já temos, sem ter que investir em mais máquinas e embalagens; aproveitamos o período para fazer muitos cursos sobre mídias sociais, marketing digital, fotografias de produtos, etc. E de todas as reflexões que fizemos, as soluções encontradas só apontavam para um caminho: precisávamos vender produtos! Foi aí que decidimos partir para o delivery, através de venda pelo Whatsapp e pelo ifood, firmamos convênio com empresa de motoboy para entrega, e, paralelo a isso, partimos para explorar com mais afinco nossas redes sociais, e o resultado nos animou. Além disso, reabrimos nossa loja em Porto Seguro agora no dia 5 de setembro.

4) Quais as perspectivas para o final de ano?
As expectativas são as melhores possíveis, estamos correndo contra o tempo na produção de chocolates, já pensando no estoque para o final do ano e estamos começando a organizar o portfólio que iremos oferecer.
5) Qual conselho você daria para os leitores da revista que estão buscando uma ideia para inovar neste final de ano?
A dica é realmente um dos pontos que estamos colocando em prática: Fazer mais com o que já se tem em casa, oferecer a seus clientes novidades além de seus produtos habituais, mesmo que seja o mesmo produto com uma roupagem ou um algo a mais de sabor, mas que não precise de grandes investimentos em novas embalagens, é tempo de sermos criativos, é tempo de reinventar!
Gislaine (foto acima) é a chocolate maker da Gallette Chocolates, que fica em São Paulo.

1) Qual o nome e história do seu negócio?
A Gallette Chocolates é uma chocolateria que fica na Zona Norte da cidade de São Paulo. Foi fundada em 2011, como uma chocolateria virtual, e depois de 2 anos a loja física foi inaugurada. Começaram trabalhando com chocolates tradicionais belgas e suíços, mas atualmente 95% da produção é de chocolate bean to bar.
A Gallette tem uma história na questão da sustentabilidade, onde tudo é feito pensando na cadeia produtiva do chocolate de forma sustentável, responsável e com respeito ao meio ambiente.
2) Quais os Produtos fabricados e como esta pandemia afetou o seu negócio?
Produzimos bombons, trufas, barras, ovos de Páscoa, panetones e vários outros produtos feitos de chocolate. A pandemia começou quando havia uma Páscoa para ser entregue em abril. Todo o chocolate já estava pronto, as embalagens compradas e os insumos estocados, por isso, no início bateu um desespero. Mas, como já tínhamos uma loja virtual, um carro e um motorista para fazer as entregas, conseguimos atender todos os nossos clientes. E atingindo um público que antes não tínhamos alcançado, que seriam as pessoas que não atravessariam São Paulo para comprar ovos de Páscoa, mas neste novo cenário acabaram utilizando o site e Whatsapp para fazerem seus pedidos. No final conseguimos aumentar o faturamento desta Páscoa em 8% em relação à Páscoa passada.
3) Quais as medidas que estão tomando para atravessar esta crise atual?
Aprendemos na Páscoa a trabalhar de uma forma nova, com muito cuidado, para não ter contaminação e investindo na logística e entrega. Mantendo nossas redes sociais mais ativas e atualizadas.

4) Quais as perspectivas para o final de ano?
As perspectivas para o final do ano são boas, aos poucos tudo tem voltado ao normal. Temos feito vários brindes corporativos, retomado as vendas aos empórios e já vamos começar a produzir o material para o Natal no mês que vem.

5) Qual conselho você daria para os leitores da revista que estão buscando uma ideia para inovar neste final de ano?
Eu investiria em sabores que lembrem o Natal. Ano passado fizemos um panetone com figo, que foi considerado um dos melhores de São Paulo. Com toda esta distância que estamos vivendo atualmente, as pessoas estão buscando presentes com mais significado, principalmente produtos artesanais. Por isso, invista nos kits para o final do ano.

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